quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Como estabelecer o Reino de Deus em nossas vidas

No último domingo (22/01/2012) contamos com a presença do Pr. João, pastor da igreja em São José dos Campos. Na célula, pudemos lembrar de palavra e aprofundar um pouco mais sobre a necessidade de estabelecermos o Reino de Deus nessa terra. Ele então escolheu 4 tópicos ligados aos versículos 18 a 22, do capítulo 8, do evangelho de Mateus:
“Quando Jesus viu a multidão ao seu redor, deu ordens para que atravessassem para o outro lado do mar. Então, um mestre da lei aproximou-se e disse: "Mestre, eu te seguirei por onde quer que fores". Jesus respondeu: "As raposas têm suas tocas e as aves do céu têm seus ninhos, mas o Filho do homem não tem onde repousar a cabeça". Outro discípulo lhe disse: "Senhor, deixa-me ir primeiro sepultar meu pai". Mas Jesus lhe disse: "Siga-me, e deixe que os mortos sepultem os seus próprios mortos". “
1 – Passar para a outra margem
O versículo 18, do capítulo 8 do evangelho de Mateus, diz: “Quando Jesus viu a multidão ao seu redor, deu ordens para que atravessassem para o outro lado do mar”. E o que seria passar para outra margem? Passar para a outra margem é sair do lugar de conforto, é ter uma atitude, fazer algo, para que as coisas possam acontecer. É interessante, que assim como Luiz falou na célula, Jesus sempre nos dá a opção, o direito de escolher o que queremos fazer e por isso cabe a nos de tomarmos a iniciativa, de fazermos parte do Reino de Deus.
2- Eliminar a determinação carnaval e depender de Deus
Já o versículo 19, diz: “Então, um mestre da lei aproximou-se e disse: "Mestre, eu te seguirei por onde quer que fores". Essa passagem fala da necessidade de irmos onde Jesus quer que estejamos. Um escriba era alguém que dominava a escrita e por isso eram pessoas bem sucedidas, intelectuais e que exerciam grande influência, já que detinham o conhecimento. O que chama a atenção desse escriba é que ele primeiro viu, depois ouviu, para depois decidir que ele queria seguir Jesus. Ele percebeu que deveria renunciar tudo o que ele era, todo o seu conhecimento, para então seguir Jesus. Essa necessidade de renunciarmos as coisas do mundo, é muito bem tratada nos versículos 37 a 39, do capítulo 10, do evangelho de Mateus:
"Quem ama seu pai ou sua mãe mais do que a mim não é digno de mim; quem ama seu filho ou sua filha mais do que a mim não é digno de mim; e quem não toma a sua cruz e não me segue, não é digno de mim. Quem acha a sua vida a perderá, e quem perde a sua vida por minha causa a encontrará. “
3- Entregar o governo da nossa vida a Jesus
No versículo 20, Jesus responde ao Escriba, que disse que queria segui-lo: "As raposas têm suas tocas e as aves do céu têm seus ninhos, mas o Filho do homem não tem onde repousar a cabeça". Nessa passagem, não há utilização de figuras de linguagem e a raposa, é raposa e as aves do céu, são aves do céu. Jesus diz que não tem onde reclinar a cabeça, exatamente porque ele não pertence a esse mundo, já que ele pertence ao Reino de Deus. Jesus alerta ao escriba que se ele decidisse segui-lo, que ele deveria se entregar inteiramente ao Seu governo, que nem trabalho, nem dinheiro, nem o conhecimento, que nada poderia prendê-lo a esse mundo, já que Jesus estava o chamando para fazer parte do Reino dos Céus. Para mim, a melhor passagem da bíblia que descreve isso são os versículos 2 e 3 do Salmo 1:
“Ao contrário, sua satisfação está na lei do Senhor, e nessa lei medita dia e noite. É como árvore plantada à beira de águas correntes: Dá fruto no tempo certo e suas folhas não murcham. Tudo o que ele faz prospera! “
Essa passagem nos ensina que quando  nos entregamos o reino da nossa vida a Jesus, ele supre todas as nossas necessidades, já que nos alimentamos da verdadeira água da vida, que é Jesus e somos prósperos, já que não possuímos nenhuma necessidade.
4- Deixar os mortos enterrarem os mortos
Os últimos versículos são o 21 e 22, que dizem: "Outro discípulo lhe disse: "Senhor, deixa-me ir primeiro sepultar meu pai". Mas Jesus lhe disse: "Siga-me, e deixe que os mortos sepultem os seus próprios mortos". “
Nessa passagem há algo interessante a ser levado em conta. Os judeus enterravam os corpos nos mesmo dia em que faleciam, cumprindo-se um ritual de limpeza do corpo, envolvendo em panos (o que era diferente do embalsamento praticado pelos egípcios), já que se tinha uma determinação bíblica de se enterrar o corpo no mesmo dia (http://basilio.fundaj.gov.br/pesquisaescolar/index.php?option=com_content&view=article&id=255&Itemid=184).
Dessa forma, há quem entenda, que o pai do discípulo, ainda não havia morrido e que na verdade, ele estava expressando o seu desejo, de primeiro cuidar do seu pai, que estava a beira da morte (com o pé na cova), para depois então seguir a Jesus. Essa passagem não nos ensina, que não pode nos impedir de recebermos o Reino de Deus em nossas vidas. Se tivermos algo que nos prenda, ou nos impeça, precisamos nos libertar. Se tivermos algum problema, não podemos esperar que eles se resolvam, devemos resolver.
Mesmo que o pai do discípulo estivesse morto, ele deveria entender que seguir Jesus e receber o Reino de Deus em sua vida, era mais importante.

Hoje de manhã, quando comecei a ouvir essa música e pensei que ela resume bem, o que estamos falando aqui – que devemos escolher Deus, escolher ser amigos de Deus e que Ele irá nos ajudar a vencermos todas as coisas. Que venha então o Reino de Deus sobre as nossas vidas.


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