quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Dia 08/11

Resumo da palavra:

Sabemos que a cruz em si mesmo é uma figura geométrica. A idéia de cruz também é ligada a sofrimento, dor ou angustia. Temos inclusive uma expressão que representa bem isso: “cruz credo”. A questão é que a cruz de Cristo possui um significado diferente desse significado que conhecemos. É através da cruz que conseguimos ir até Cristo, onde podemos nos arrepender, nos render a Ele, morremos par ao nosso “EU” e ressuscitarmos com Ele.

No livro do evangelho de Lucas, no capítulo 9, dos versículos 23 a 26, recebemos um chamado de Jesus, de que para o acompanharmos, precisamos nos negar, tomar a nossa cruz diariamente e o seguirmos. Esse chamado é único e a idéia de levar a nossa cruz, represente o ato de nos crucificarmos toda vez que a nossa vontade for de encontro com a vontade de Cristo. Quando tomamos a nossa cruz, Jesus passa a habitar dentro de nos, a fazer parte das nossas vidas e isso gera mudança.

O problema é que nos temos um grande inimigo, que busca a todo instante nos afastar da vontade de Deus. Esse inimigo é o nosso “EU”. Na carta aos Hebreus, no capítulo 6, dos versículos 4 a 6, a bíblia nos fala sobre a necessidade de termos um verdadeiro arrependimento para que possamos morrer para o nosso “EU” e viver através de Cristo:
“Portanto, deixemos os ensinos elementares a respeito de Cristo e avancemos para a maturidade, sem lançar novamente o fundamento do arrependimento de atos que conduzem à morte, da fé em Deus,  da instrução a respeito de batismos, da imposição de mãos, da ressurreição dos mortos e do juízo eterno.  Assim faremos, se Deus o permitir. Ora para aqueles que uma vez foram iluminados, provaram o dom celestial, tornaram-se participantes do Espírito Santo, experimentaram a bondade da palavra de Deus e os poderes da era que há de vir, e caíram, é impossível que sejam reconduzidos ao arrependimento; pois para si mesmos estão crucificando de novo o Filho de Deus, sujeitando-o à desonra pública.

O problema é que quando decidimos negar a Cristo em nossas vidas e decidimos nunca mais fazermos a sua vontade, devolvemos a cruz que era nossa para Cristo e tornamos o sacrifício de Cristo em nossas vidas, em algo invalido.

Aprendemos que através da ceia do Senhor (1 Co 11:23-26) temos um momento de memorial, um momento de comunhão e de mudança, em que nos lembramos da morte e da ressurreição de Cristo e de como isso gera vida em nos. O pão da ceia representa o alimento, a provisão, a mudança, a novidade, enquanto o cálice representa a nova aliança no sangue de Cristo em nossas vidas.

É através da ceia, que realizamos o que Jesus disse no evangelho de João, Capítulo 6, dos versículos 53 a 57 e fez com que muitos discípulos o abandonassem, por não terem entendido o que Ele quis dizer:
“Jesus lhes disse: "Eu lhes digo a verdade: Se vocês não comerem a carne do Filho do homem e não beberem o seu sangue, não terão vida em si mesmos. Todo o que come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia. Pois a minha carne é verdadeira comida e o meu sangue é verdadeira bebida. Todo o que come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele. Da mesma forma como o Pai que vive me enviou e eu vivo por causa do Pai, assim aquele que se alimenta de mim viverá por minha causa. “

O comer a carne de Jesus e beber o seu sangue, é realizado através da ceia. E devemos sempre termos esse memorial, que demonstra que temos parte com Jesus tanto através do seu corpo, como através do seu sangue derramado na cruz. Através das nossas batalhas diárias, combateremos o bom combate e poderemos chegar a fazer a mesma afirmação que Paulo fez, na carta aos Galatas capítulo 2, versículo 20:
“Fui crucificado com Cristo. Assim, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim. A vida que agora vivo no corpo, vivo-a pela fé no filho de Deus, que me amou e se entregou por mim.”

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