quarta-feira, 23 de novembro de 2011

15/11

No último culto de domingo (13/11) ouvimos falar de um novo tempo. Novo tempo em que o que for passado, ficará no passado, onde iniciaremos uma nova história, onde nos será restituído tudo o que foi roubado (Joel 2:23-27). Sairemos do tempo da chuva temporã, chuva que ocorre na época do plantio, para uma chuva serôdia, que ocorre na época da colheita. Isso significa que nesse novo tempo iremos colher aquilo que semeamos em nossas vidas.

Mas para vivermos esse novo tempo, precisamos tomar decisões na nossa vida, decisões que estão sendo adiadas, mas que tem nos impedido de vivermos esse novo tempo. Precisamos ser servos, separados do Senhor nosso Deus.

A primeira coisa que precisamos saber é que Deus irá cuidar de nos e que Ele sabe o que nos precisamos. Ele deixa isso claro nos versículos 9 a 12, do capítulo 7 do evangelho de Mateus:
“Pois todo o que pede, recebe; o que busca, encontra; e àquele que bate, a porta será aberta. "Qual de vocês, se seu filho pedir pão, lhe dará uma pedra? Ou se pedir peixe, lhe dará uma cobra? Se vocês, apesar de serem maus, sabem dar boas coisas aos seus filhos, quanto mais o Pai de vocês, que está nos céus, dará coisas boas aos que lhe pedirem! Assim, em tudo, façam aos outros o que vocês querem que eles lhes façam; pois esta é a Lei e os Profetas". “

Essa palavra nos deixa claro que aquilo que pedirmos, buscamos e procurarmos, através das nossas vidas e que for da vontade de Deus, nos iremos receber. O problema é que assim como os judeus, muitas vezes nos interpretamos mal a palavra de Deus. Os judeus acreditavam que não deviam fazer o que é odioso ao seu próximo e que a lei se resumia nisso. Porém, Jesus nessa passagem, nos lembra que não é somente isso (e não fazer o que é odioso, cumprir a lei, também é importante), mas também fazermos pelos outros, o que gostaríamos que fizessem por nos. Especificamente nessa passagem, Jesus fala sobre a necessidade do amor. Esse amor, será o nosso combustível, que irá nos ajudar a termos uma vida santa e separada no Senhor, onde iremos vencer todos os obstáculos

Nos versículos 25 e 26, do evangelho de João, Jesus deixa claro que aquele que amar a sua vida, irá perdê-la, mas o que odiar a sua vida, a conservará para a vida eterna e que aquele que servir a Jesus, Deus irá o honrar. Nessa passagem Jesus nos chama para abrirmos mão do nosso “EU”, do mundo que vivemos, para que passemos a segui-lo. E isso acontecerá apartir do momento que tivemos uma vida separada.

E o que é ter uma vida separada? Segundo nosso dicionário ser separado é ser desligado, isolado. Mas o sentido que devemos aplicar em nossas vidas em relação a separação, é o de sermos santos, aqueles que são exclusivos de Deus, diferenciados das pessoas, vivendo longe das obras da carne.
E quais são as obras da carne? Paulo, na sua carta à igreja dos Gálatas, no capítulo 5, versículos 16 a 26, nos falam sobre as obras da carne e as obras do espírito:
“Por isso digo: vivam pelo Espírito, e de modo nenhum satisfarão os desejos da carne. Pois a carne deseja o que é contrário ao Espírito; e o Espírito, o que é contrário à carne. Eles estão em conflito um com o outro, de modo que vocês não fazem o que desejam. Mas, se vocês são guiados pelo Espírito, não estão debaixo da lei. Ora, as obras da carne são manifestas: imoralidade sexual, impureza e libertinagem; idolatria e feitiçaria; ódio, discórdia, ciúmes, ira, egoísmo, dissensões, facções e inveja; embriaguez, orgias e coisas semelhantes. Eu os advirto, como antes já os adverti, que os que praticam essas coisas não herdarão o Reino de Deus. Mas o fruto do Espírito é amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio. Contra essas coisas não há lei. Os que pertencem a Cristo Jesus crucificaram a carne, com as suas paixões e os seus desejos. Se vivemos pelo Espírito, andemos também pelo Espírito. Não sejamos presunçosos, provocando uns aos outros e tendo inveja uns dos outros.”

Devemos então buscar uma vida mais espiritual e menos carnal. Isso não é fácil. Porém precisamos aprender a confiar em Deus e a enfrentar as nossas batalhas diárias. Precisamos saber que alguns dias iremos perder a batalha, outro dia iremos vencer, mas devemos continuar batalhando, buscando uma vida de santidade, priorizando as coisas de Deus, nos afastando das coisas deste mundo. Jesus deixou isso claro nos versículos 33 e 34, do capítulo 6, de Mateus:
“Busquem, pois, em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça, e todas essas coisas lhes serão acrescentadas. Portanto, não se preocupem com o amanhã, pois o amanhã se preocupará consigo mesmo. Basta a cada dia o seu próprio mal".”

Dia 08/11

Resumo da palavra:

Sabemos que a cruz em si mesmo é uma figura geométrica. A idéia de cruz também é ligada a sofrimento, dor ou angustia. Temos inclusive uma expressão que representa bem isso: “cruz credo”. A questão é que a cruz de Cristo possui um significado diferente desse significado que conhecemos. É através da cruz que conseguimos ir até Cristo, onde podemos nos arrepender, nos render a Ele, morremos par ao nosso “EU” e ressuscitarmos com Ele.

No livro do evangelho de Lucas, no capítulo 9, dos versículos 23 a 26, recebemos um chamado de Jesus, de que para o acompanharmos, precisamos nos negar, tomar a nossa cruz diariamente e o seguirmos. Esse chamado é único e a idéia de levar a nossa cruz, represente o ato de nos crucificarmos toda vez que a nossa vontade for de encontro com a vontade de Cristo. Quando tomamos a nossa cruz, Jesus passa a habitar dentro de nos, a fazer parte das nossas vidas e isso gera mudança.

O problema é que nos temos um grande inimigo, que busca a todo instante nos afastar da vontade de Deus. Esse inimigo é o nosso “EU”. Na carta aos Hebreus, no capítulo 6, dos versículos 4 a 6, a bíblia nos fala sobre a necessidade de termos um verdadeiro arrependimento para que possamos morrer para o nosso “EU” e viver através de Cristo:
“Portanto, deixemos os ensinos elementares a respeito de Cristo e avancemos para a maturidade, sem lançar novamente o fundamento do arrependimento de atos que conduzem à morte, da fé em Deus,  da instrução a respeito de batismos, da imposição de mãos, da ressurreição dos mortos e do juízo eterno.  Assim faremos, se Deus o permitir. Ora para aqueles que uma vez foram iluminados, provaram o dom celestial, tornaram-se participantes do Espírito Santo, experimentaram a bondade da palavra de Deus e os poderes da era que há de vir, e caíram, é impossível que sejam reconduzidos ao arrependimento; pois para si mesmos estão crucificando de novo o Filho de Deus, sujeitando-o à desonra pública.

O problema é que quando decidimos negar a Cristo em nossas vidas e decidimos nunca mais fazermos a sua vontade, devolvemos a cruz que era nossa para Cristo e tornamos o sacrifício de Cristo em nossas vidas, em algo invalido.

Aprendemos que através da ceia do Senhor (1 Co 11:23-26) temos um momento de memorial, um momento de comunhão e de mudança, em que nos lembramos da morte e da ressurreição de Cristo e de como isso gera vida em nos. O pão da ceia representa o alimento, a provisão, a mudança, a novidade, enquanto o cálice representa a nova aliança no sangue de Cristo em nossas vidas.

É através da ceia, que realizamos o que Jesus disse no evangelho de João, Capítulo 6, dos versículos 53 a 57 e fez com que muitos discípulos o abandonassem, por não terem entendido o que Ele quis dizer:
“Jesus lhes disse: "Eu lhes digo a verdade: Se vocês não comerem a carne do Filho do homem e não beberem o seu sangue, não terão vida em si mesmos. Todo o que come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia. Pois a minha carne é verdadeira comida e o meu sangue é verdadeira bebida. Todo o que come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele. Da mesma forma como o Pai que vive me enviou e eu vivo por causa do Pai, assim aquele que se alimenta de mim viverá por minha causa. “

O comer a carne de Jesus e beber o seu sangue, é realizado através da ceia. E devemos sempre termos esse memorial, que demonstra que temos parte com Jesus tanto através do seu corpo, como através do seu sangue derramado na cruz. Através das nossas batalhas diárias, combateremos o bom combate e poderemos chegar a fazer a mesma afirmação que Paulo fez, na carta aos Galatas capítulo 2, versículo 20:
“Fui crucificado com Cristo. Assim, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim. A vida que agora vivo no corpo, vivo-a pela fé no filho de Deus, que me amou e se entregou por mim.”

Dia 01/11

Gabriel, Lorena, Verônica, Vinícius, Vanessa, Fernando, Jessica, Feliphe, Rafael, Luana Pimenta, Isabel e Lucas.


A bíblia nos fala em João 6:35 que Jesus é o pão da vida, e todo aquele que vai até ele jamais terá fome e sede. Mas de que fome e sede, Jesus está falando? Seria a nossa fome de comida e a nossa sede de bebida? Não. Jesus mais uma vez está nos chamando para termos uma vida n’Ele.
O problema é que na verdade temos nos alimentado mal, porque muitas vezes nos falta perspectiva de vida. Vivemos através de lemas como:  “Deixa a vida me levar” ou “onde o vento me levar eu vou”. Na verdade, temos que admitir o fato de que precisamos nos alimentar de Cristo.
E o que se alimentar de Cristo? O livro de 2 Reis no Capítulo 4, dos versículos 38 a 44 nos fala de um tempo em que havia fome entre o povo e por isso decidiram procurar folhas, para se fazer uma sopa, na tentativa de saciar a fome. O problema é que colheram uma erva que era parecida com uma parreira, uma figueira brava. Ao tomarem dessa sopa, começaram então a dizer que havia morte na panela. Vem então, Eliseu e como profeta, coloca farinha de trigo na panela e o caldo passa a não mais ter morte.
O que seria então essa erva parecida com uma parreira, figueira brava? Seria a ilusão, de coisas que nos achamos que vai nos fazer bem, mas que acabam nos fazendo mal. São as coisas que nos destroem, ou que nos fazem fizer dentro do legalismo, onde podemos tudo, sem nos importarmos com as conseqüências.
Deus então usou o seu profeta para dar uma direção ao povo, que somente estava preocupado em saciar sua fome material, carnal, para através da farinha de trigo (O trigo significa prosperidade, a qual é fruto da obediência – Dt 28), para então gerar vida, onde havia morte.
Que possamos então nos alimentarmos de Jesus, onde há vida.

Músicas tocadas na célula:
 Autoridade e Poder (Tribo de Louvor), Olha pra mim (Toque no Altar) e Deus de promessas (Toque no Altar).